Uma oficina cultural originária de Alagoas, intitulada “Um Olhar Caramujo sobre o Raiar da Cidade”, está sendo levada para outros estados do Nordeste, como Paraíba e Ceará, pelas produtoras Sal Bernardo e Wéllima Kelly.
Com duração de 10 horas e aberta ao público, a oficina tem como objetivo promover reflexões sobre memória, identidade, questões raciais e território, tendo como base as experiências das realizadoras e daqueles que constroem suas próprias narrativas.
Circulação pela Paraíba e Ceará
A oficina será realizada em Marizópolis, Paraíba, e Juazeiro do Norte, Ceará, entre os dias 10 e 13 de agosto, expandindo assim suas fronteiras e conexões com diferentes territórios.
Experiência e conexão com as origens
Para Sal Bernardo, a circulação da oficina representa a oportunidade de ampliar o alcance das histórias produzidas em Alagoas, estimulando diálogos sobre questões raciais, memórias e experiências individuais e coletivas.
Já para Wéllima Kelly, a experiência é também um reencontro com suas raízes, visto que é natural de Pesqueira (PE) e reside em Alagoas há mais de duas décadas. A oficina explorará as relações entre territórios, paisagens, afetos e narrativas.
Um olhar atento sobre os territórios
A oficina propõe uma abordagem baseada no conceito de “caramujo”, convidando os participantes a desacelerar o olhar para perceber detalhes, memórias e histórias presentes nas cidades. Por meio de vivências individuais e coletivas, busca-se estimular novas formas de observar e narrar os lugares cotidianos.
Além disso, a oficina dialoga com produções como o conto “Menino Boiadeiro”, que deu origem ao filme homônimo, e os documentários “Nós Duas” e “Raiar”, explorando temas como memória, pertencimento e construção de narrativas.
Contemplação e participação gratuita
“Um Olhar Caramujo sobre o Raiar da Cidade” foi contemplado pelo Edital BNB Cultural 2025 – Edital de Ocupação Artística (Circula Nordeste), e a participação nas atividades é gratuita para todos os interessados.
Essa iniciativa visa promover a arte, a cultura e o diálogo entre diferentes territórios, enriquecendo assim a experiência dos participantes e fortalecendo os laços com as raízes e memórias individuais e coletivas.











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