A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A informação foi divulgada pela presidente da empresa, Magda Chambriard, durante uma coletiva de imprensa em Oiapoque (AP), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras autoridades do governo.
Chambriard explicou que, apesar da confirmação da presença de petróleo na região, a exploração do poço ainda está em andamento e deve ser concluída nos próximos 15 a 20 dias.
Exploração na região da Foz do Amazonas
Na última sexta-feira (14), a estatal havia anunciado a identificação de hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma lâmina d’água de 2.886 metros. A descoberta foi considerada um primeiro indício da presença de petróleo ou gás natural na costa amapaense.
Potencial exploratório da região
A presidente da Petrobras mencionou a previsão de mais três poços para perfuração na região, junto com outros cinco em áreas adjacentes. Esse esforço exploratório visa determinar o real potencial da região.
Antes da coletiva, o presidente Lula visitou o navio-sonda responsável pela perfuração em águas profundas e destacou a importância da descoberta para o Amapá.
Próximos passos da Petrobras
A Petrobras informou que as operações de perfuração continuam em curso para avaliação exploratória, com foco na segurança e respeito ao meio ambiente. A empresa é a única operadora do bloco FZA-M-59, adquirido em 2013.
O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) considerou a descoberta como significativa, indicando a possibilidade de exploração em uma nova fronteira no extremo norte do país e reforçando a segurança energética nacional no longo prazo.
A descoberta faz parte do Plano de Negócios 2026-2030, que prevê investimentos na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial, totalizando US$ 2,5 bilhões na região.
Perspectivas futuras
A fase atual envolve a avaliação exploratória para determinar o volume de hidrocarbonetos e a viabilidade econômica da produção. A coletiva agendada visa apresentar atualizações sobre a perfuração, estudos técnicos e o cronograma da campanha exploratória.











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