A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) realizou a Operação Falsa Gerente, que resultou na prisão de quatro suspeitos por envolvimento em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. A ação foi conduzida pela Seção de Crimes Cibernéticos da DRACCO e contou com o cumprimento de mandados de prisão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, além de buscas e apreensões de celulares e materiais eletrônicos.
Fraude e golpe milionário
A investigação teve início após os criminosos convencerem uma vítima a fornecer acesso remoto ao seu celular, sob a falsa alegação de correção de uma movimentação suspeita na conta. Uma integrante do grupo se passou pela gerente do banco durante uma ligação, enquanto outro membro executava o procedimento fraudulento de segurança. Com o controle do aparelho, a quadrilha transferiu R$ 200 mil da vítima para uma empresa de fachada utilizada no esquema.
Movimentações suspeitas
A análise financeira da Polícia Civil identificou que a empresa receptora dos valores movimentou mais de R$ 5 milhões em apenas 40 dias, levantando suspeitas sobre a origem dos fundos, que possivelmente estão relacionados a golpes aplicados em diversos estados brasileiros. Durante a investigação, os agentes conseguiram identificar o responsável pela empresa e três indivíduos que emprestaram suas contas bancárias para ocultar e movimentar o dinheiro obtido ilegalmente.
Desdobramentos e investigações
A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro e de delegacias do Espírito Santo. Os investigados serão responsabilizados, de acordo com suas participações, pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PCAL segue com as investigações para identificar outros envolvidos e mapear toda a extensão da rede criminosa.











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